quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sentimentos sobre ti



  Tu és a rapariga que está a dar a volta á minha vida. Aterraste nela por algum motivo. Chama lhe acaso, destino, o que quiseres. Achei que serias passageira, que chegarias e te irias embora sem eu reparar. Mas não foi isso que se passou. Eu reparei em ti. Até demais.

   Quando te vi pela primeira vez, em setembro do ano passado, perguntei me quem seria aquela rapariga, elegante, esguia e atraente. Imagina a minha cara de espanto quando vi que íamos ser colegas de turma. Independentemente disso, lembrei me que não estava ali para criar relações, mas sim para completar o meu curso e seguir com a minha vida. Na altura não quis travar relações porque achava que me iria distrair do meu objetivo final. Tentei me afastar de todos. Lá andava pelos corredores, sozinho no meu próprio mundo. Isto foi até teres vindo falar comigo. E tudo começou com o teu sorriso. Aquele sorriso contagiante que faz qualquer pessoa ficar feliz. Óbvio que não te ia virar as costas e falei contigo. Falamos pouco…mas foi o inicio de qualquer coisa.

   Nas semanas que se seguiram a esse acontecimento começamos cada vez a falar mais e mais. E eu estava a gostar desses momentos. Quando dei por mim percebi que, em parte, era movido por ti. Eras a minha motivação para sair do conforto de minha casa para ir para a escola independentemente de estar a fazer calor ou a chover.

   E tive boas memorias desses meses. Muito boas memorias mesmo. Se não tivesses ido falar comigo no inicio não sei como se teriam dado os acontecimentos.

   Embora tenha tido memorias excelentes com todos no curso, para mim as melhores lembranças foram passadas fora dele. Foram contigo.

   Depois de termos acabado o curso, nem sabia se voltaria a falar contigo. Tinha meio que medo e meio que vergonha. Achei que a relação que tínhamos na escola não sairia cá para fora. Felizmente falamos, combinamos um jantar de turma e tu adoras-te a ideia. Foi o único todos juntos que tivemos, mas foi bastante divertido.

   Mas para mim os melhores jantares são aqueles em que estamos apenas tu e eu. Porque sinto que posso ser eu mesmo e que tu gostas de mim na mesma.

   Apoiaste me quando estava em baixo e ofereceste me sempre a tua mão para me ajudares a levantar e com isso ganhei forças. Quando estou contigo só quero que o tempo passe devagar porque és aquela com quem eu quero passar o meu tempo todo. Adoro todo em ti: o teu sorriso, a tua maneira de ser, a tua simpatia…tudo. Fazes me ser feliz e não querer sair do teu lado porque…eu amo-te. É verdade. Finalmente cheguei a uma conclusão é que quero passar o meu tempo contigo. Ver o teu sorriso quando tiver em baixo e fazer te rir quando não estás bem. Porque fazer te sorrir faz me ficar feliz. Falar para esta folha de papel é fácil, mas já que não consigo explicar verbalmente o que sinto ao menos escrevo o. Pena que provavelmente não o vás ler. Não consigo mostrar te.

   Estou apaixonado, é verdade, mas não consigo exprimir o que sinto. Todos me dizem para avançar e dizer o q sinto, mas falar sempre foi fácil. Se calhar mereces alguém melhor ou alguém que nunca tenha falhado na vida ou até mesmo alguém que se calhar tenha mais amor do que eu alguma vez tive para dar.

   Mas a verdade é essa eu amo te…, mas quem sou eu comparado com muita pessoa que anda por aí. Pessoas mais musculadas, mais inteligentes e que se calhar seriam melhor para ti do que alguma vez iria ser.

   Se um dia descobrires este texto lembra te disto: não foi por eu não dizer nada e não o demonstrar sempre, que algum dia eu te amei menos. Porque amar também é deixar a pessoa que se gosta, ser feliz.



Até um dia miúda. Adoro-te do fundo do coração

Hugo Rosado (04/10/2017)

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domingo, 22 de março de 2015

O legado de um lutador

                Normalmente, um legado designa qualquer coisa que passa de geração em geração. Uma espécie de testamento. O legado que vou referir agora é um pouco diferente do que estamos habituados a ouvir falar.

                Este legado vem de várias partes da família, propriamente do meu avô e do meu tio. Tem a ver com o talento para jogar andebol. E acreditem: só estarei satisfeito quando atingir ou superar o patamar alcançado pelos dois,

                Tudo começou há 8/9 anos, quando o meu avô me incentivou para começar a treinar e mesmo jogar. Só por diversão, para descontrair um pouco. Ainda era muito pequeno, muito novo. No meu primeiro e segundo ano a jogar ainda levei aquilo na desportiva, mas à medida que fui evoluindo e melhorando meti a diversão de lado de tal modo que só ganhar é que me fazia feliz ao ponto de celebrar as vitórias e chorar as derrotas. Como se costuma dizer, “a prática faz a perfeição”, e foi isso que aconteceu. Treinei dia e noite. Sempre que podia. Isso valeu me a braçadeira de capitão e o respeito de todos por me ter tornado o melhor jogador da minha equipa. Fazia o triplo dos golos que fazia no início, jogava muito mais. Tinha mais força, mais agilidade e velocidade. Achava que não podia acontecer nada de mal, até ao dia em que…parti a perna num jogo. Pensava que era o fim de tudo pelo que tinha lutado até ao momento. Pensava que a minha “carreira” tinha acabado. Fui operado e fiquei 5/6 meses sem jogar. Mas voltei, e ao chegar tive a proposta da equipa de seniores para jogar com eles. Fui o único da minha equipa antiga que foi escolhido para jogar a lado deles. Era o único, segundo eles, que evoluiria a olhos vistos.

                O que aconteceu aqui foi que nunca desisti, dei sempre o meu melhor e agora tive a recompensa pelo meu esforço. Pode se dizer que uma parte do legado está completa; agora…conseguirei cumprir a outra parte? Só o tempo e muito treino o poderão dizer

 



Hugo Rosado (23/1/015

Escolhas

                Toda a nossa vida é feita de escolhas, sejam elas fáceis ou difíceis. A escolha mais complicada para nós é aquela que, seja qual for a ação, acabamos sempre por magoar alguém. Como numa decisão em que dois amigos têm ideias opostas e têm de escolher qual é acham a mais adequada.

                As nossas escolhas têm consequências boas ou más, dependendo das nossas atitudes perante o cenário em que nos encontramos

                Por exemplo no desporto: nós não somos responsáveis pela equipa. Nós somos responsáveis pelas nossas ações em campo. Se o nosso colega falhar no final do jogo o lance decisivo, a culpa não é nossa mas sim dele que falhou, embora isso influencie o resultado da equipa. Mas se o papel se inverter ficamos nós com duas escolhas: ou passamos a bola, e com isto passamos a responsabilidade ao nosso colega, ou arcamos nós com as consequências e se marcarmos, ganhámos e somos os heróis, ou então falhamos e somos criticados pelos colegas. Coisas da vida

                Outro caso muito mais complexo é o do amor. O amor é uma situação que tem muitos “se”. No entanto, temos de tomar as atitudes e escolhas corretas. Nós, quando gostamos de uma rapariga, temos de tomar algumas decisões: ou não lhe contamos o que sentimos, e ela há de arranjar outra pessoa qualquer com mais coragem que nós, ou lhe contamos tudo o que nos vai na alma e vemos como corre: se ela gostar de nós ótimo. Se não gostar pelo menos tentamos

                Temos de pensar que, por vezes, podemos nem sempre escolher as melhores opções, mas não devemos ter medo de as tomar. Sabe-se lá se um dia, devido a uma escolha mais arriscada, não podemos ter uma surpresa!

 






Hugo Rosado (2/2/015)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O fracasso de um campeão


                 Ansiedade é a palavra que me vem á cabeça para descrever aquela situação que posso relatar como um dos piores dias da minha vida.

                Tudo se passou há cerca de um ano. Lembro-me como se fosse ontem. Foi numa sexta-feira. O Oriental deslocou-se ao campo do Loures para o que seria um dos melhores jogos a que os aficionados de andebol viriam a assistir.

                Nos balneários, o treinador disse-me que iria ser o novo capitão de equipa. Quem diria hein!? Essas palavras fizeram a minha autoestima disparar imenso. Depois voltámos ao pavilhão para começar o jogo. Sentia que nada podia correr mal, achava eu.

                Ao intervalo estávamos a perder por dois. Já tinha marcado três golos. Não estava a correr nada mal. Mas a parte mais importante do jogo foram os últimos três minutos. Foram decisivos. Estávamos todos cansados. Eu estava todo suado, mas com vontade de continuar. Já tinha marcado nove golos e não queria ficar por ali mas como se costuma dizer, ”quem tudo quer tudo perde”. Foi nessa altura que falhei. A minha equipa a perder por um; quando faltava dez segundos para o jogo acabar, os meus colegas estavam só a passar a bola. Não podia continuar assim. Tinha de agir…de arriscar. Quando a bola me vem á mão inspiro fundo, começo a driblar, passo por um, por dois, dou um, dois, três passos, salto, remato e…falhei. Não queria acreditar quando vi. Foi um aperto no coração. Nesse preciso momento comecei a chorar. Quando voltei aos balneários todos me deram os parabéns e aplaudiram o grande jogo que fizera. Agora pergunto: de que adianta fazer o melhor jogo da nossa vida, se perdemos? De que adianta? Fica esta pergunta por responder.

                Só sei que, desde aquele dia, fiquei com algum complexo de culpa. Sempre que falho, essa imagem, esse dia invadem.me a mente. Receio que seja assim para sempre

 
 
 

 

Hugo Rosado (10/11/014)

Sentimentos complicados

             Raiva, ódio, frustração, alegria, são alguns dos sentimentos que temos presentes no nosso dia-a-dia. Existem outros que também marcam a nossa vida, mas que são mais complicados como o amor e a amizade.

São mais complicados, no sentido em que são mais difíceis de explicar e também de exprimir. Esses dois sentimentos podem-nos levar á mesma definição, visto que uma amizade de vários anos pode levar ao namoro, e que uma má relação amorosa pode colocar o casal num patamar de amizade.

A amizade é aquele sentimento em que estamos dispostos a ir até ao fim do mundo só para ajudar aquela tal pessoa que também faria tudo por nós. O significado da verdadeira amizade. Um exemplo disso é ajudar um amigo que está com problemas, quando na realidade nós também temos os nossos para tratar.

O amor é um sentimento que nos faz querer estar com a pessoa de quem gostamos, abraçá-la com força, nunca mais a largar, beijá-la e sussurrar-lhe ao ouvido “eu amo-te. És a pessoa mais especial do mundo para mim”. Mas nem sempre corre bem. Umas vezes ela só nos usa para atingir um fim, outras é só pelo puro prazer de gozar com a nossa cara. Também pode acontecer na em casos de amizade. Aí basta as pessoas virarem as costas e irem-se embora. Como uma amiga minha disse “certas situações não são fáceis, mas temos de aprender com os nossos erros, e a partir daí viver com eles. Mas, acima de tudo, temos de as superar. Levar uma “tampa” não é fácil, mas o mais difícil mesmo é arranjar forças para erguer a cabeça e levantarmo-nos “

Afinal de contas, a amizade e o amor não são tão diferentes assim, em termos de relação. A diferença é que enquanto o amor é um passo para a frente, a amizade é um passo para trás.  Por isso digo: enquanto nos aguentarmos em pé nada nos deitará abaixo, aconteça o que acontecer. Esta foi a promessa que fiz a uma pessoa, com quem me preocupo muito, e por quem estou disposto a percorrer meio mundo para a cumprir. Venha quem vier. Se ela chorar, eu chorarei com ela, quer tenha fracassado, quer não.
 
 
 
 
Hugo Rosado (17/11/014)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Medos

         Todos os seres humanos têm medo de alguma coisa. Não há volta a dar. Todos nós temos algo que nos assusta e apavora. Umas pessoas têm medo de aranhas, outras de abelhas. Coisas vulgares. Comigo não é exceção.

                A diferença é que o meu medo não é concreto, mas sim psicológico…abstrato. O meu medo é que…eu perca as pessoas de quem eu gosto e com as quais me preocupo bastante. Que desapareçam da minha vida, de um dia para o outro. O meu receio até pode parecer parvo, incompreensível e tudo mais, mas isso é porque ninguém imagina o que sofri em miúdo

                Tive uma infância difícil porque nunca tive ninguém a quem pudesse chamar verdadeiramente “amigo”. Era quase tudo pessoas falsas que me usavam para obter o que queriam. Depois iam- se embora. A isto tudo ainda podemos acrescentar o facto de ter sido a chacota da turma. Era aquele que levava de todos e que era fraco e pequeno demais para ripostar.

                Anos mais tarde, quando cheguei ao secundário, comecei a ver que o que se tinha passado quando, andava na escola preparatória, tinha acabado. Finalmente tinha amigos a sério que se preocupavam comigo. Até agora sempre mantive essas amizades e até criei mais, uma das quais, fazendo com que a minha vida ganhasse mais sentido.

                Isto é tudo muito bom e muito bonito, mas provavelmente este é o ultimo ano em que vou estar com eles, antes de irmos para diferentes universidades e…e se eu os perder? Não sei se seria capaz de abandonar, ou ser abandonado pelas pessoas que fizeram questão de estar a meu lado, para bem e para o mal. Pessoas que me fizeram rir e chorar de felicidade e me deram os seus ombros para verter as minhas lágrimas e me reconfortar. Nestes últimos anos apenas uma pessoa deixou de falar comigo, por uma razão que não percebo bem qual foi. Não quero que volte a acontecer novamente.

                O que posso reter deste desabafo é que, por muito forte que sejamos, quando pensamos no fim de uma relação, seja ela amorosa ou de amizade, acabamos por mostrar o nosso lado mais débil, o nosso lado mais…humano.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hugo Rosado (19/1/015)
 
 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Sonhos


                Todas as pessoas têm sonhos. Até as menos sonhadoras os têm. Querer ser o melhor num desporto, na vida, ter uma boa casa e tudo mais. É uma coisa perfeitamente normal. Apenas não devemos ter medo de ir ao encontro delas.

                Temos de ir em busca dos nossos sonhos, dos nossos objetivos. Não podemos sempre ganhar, mas não devemos ter medo de arriscar.

                Um exemplo bem conhecido é o do futebol. Antes de haver o “grande” Cristiano Ronaldo, e o “grande” Lionel Messi, apenas havia o Ronaldo e o Messi. Porquê? Porque ainda não eram conhecidos. Mas tinham a ambição de o ser. É por essa razão que eles hoje em dia são os melhores do mundo. Nunca desistiram e trabalharam no duro para chegar onde chegaram.

                Haverá pessoas que não alcançarão os seus sonhos, é verdade, mas podem dizer “eu tentei”, e começar a lutar por outro sonho que tenham. Está tudo na força de vontade que uma pessoa tem de falhar e tentar e falhar e tentar outra vez. É isso que a vida me ensinou: nunca se alcançará nada sem trabalho.

                O que temos de fazer é levantar a cabeça, não chorar mais e dizer “vamos para outra”, visto que não importa o que façamos não alteraremos o que fizemos.





















 
Hugo Rosado (5/1/015)